Saturday, January 06, 2007

ângulos e perspectivas - uma filosofia de vida

Através de uma câmara de filmar, o realizador escolhe os melhores ângulos para capturar um momento. Por vezes felizes, por vezes tristes...
Mais do que o momento em si mesmo, o que interessa é o poder da escolha.

Tal como o realizador, no cinema, também nós, nas nossas vidas, temos a capacidade de escolher os ângulos e as perspectivas com que queremos analisar um determinado momento. É através dessas escolhas que decidimos atribuir, a um determinado acontecimento, um factor de conotação positivo ou negativo.

Que ângulos escolher? Que perspectivas valorizar? Que significado dar aos estímulos que este mundo nos proporciona?

A resposta a estas perguntas reside no nosso interior - é uma questão de filosofia de vida.

Sunday, December 10, 2006

Cidadela dos Incultos

Devido à minha participação no blogue Cidadela dos Incultos, passarei a fazer referência do que por lá escrevo.

Até agora:

Tuesday, November 21, 2006

Sobre a Responsabilidade Social das Empresas

A criação de empresas tem subjacente um principal objectivo: a obtenção de lucro. No entanto, é comum verificar-se a existência de acções ou apoios sociais que não contribuem directamente para a obtenção do lucro. A este tipo de acções ou apoios dá-se o nome de responsabilidade social.

Através da observação das empresas que actuam no mercado português, podemos verificar vários tipos de responsabilidade social. Desde produtos ou serviços que contribuem com uma parte dos lucros para o apoio dos mais necessitados; até às campanhas que visam apoiar directamente o desenvolvimento da cultura, conhecimento e inovação.

É portanto, consensual, definir a responsabilidade social como o conjunto de actividades desenvolvidas por uma empresa, que não contribuem directamente para a obtenção do lucro, não estando, por isso, ligadas aos seus objectivos económicos.


No entanto, apesar de muitas empresas já recorrerem a acções de responsabilidade social, há ainda muito a fazer. Encontram-se, com facilidade, muitos casos em que as empresas parecem possuir uma elevada responsabilidade social, quando na verdade não passam de acções de marketing disfarçadas.

A responsabilidade social deve actuar, principalmente, sobre duas áreas: os clientes, pois são a razão da existência da empresa; os colaboradores, pois são estes a parte mais importante da empresa. Além destas principais áreas de actuação, surge também a preocupação com o Ambiente.

A empresa socialmente responsável deverá assegurar o seguinte:

  • Em relação aos clientes: qualidade, segurança e preço justo em todos os seus produtos ou serviços;
  • Em relação aos colaboradores: saúde e segurança no trabalho (incluindo todas as áreas de actuação da Ergonomia), remuneração justa e desenvolvimento de competências.

Tudo isto deve ser efectuado com o maior respeito pelo meio ambiente, isto é, deve existir um princípio de eficiência e de respeito pelo meio ambiente. As operações da empresa não deverão por em causa a sustentabilidade do meio ambiente.


Caso Prático: a Responsabilidade Social e a Banca

Recentemente veio a saber-se que os arredondamentos na Banca andavam a ser efectuados de uma forma que, acima de tudo, prejudica o cliente. É exactamente este tipo de práticas que eu critico nas empresas. Por um lado, querem dar a imagem da preocupação social. Por outro lado, nada fazem para respeitar os clientes.

Já agora, ainda alguém se lembra do caso dos sobreiros abatidos no ano de 2005? A nossa sociedade está cheia de exemplos de falsa responsabilidade social.

[Ver Mais]

Tuesday, October 31, 2006

(Des)respeito pelo telespectador

A situação que considero mais incompreensível, nos canais de televisão, é a sua falta de respeito pelos telespectadores no que diz respeito ao cumprimento dos horários.

O alinhamento programático diário é feito (parece) em cima do joelho. Como é que é possível, com a tecnologia que hoje temos à nossa disposição, não conseguirem prever a hora exacta a que um programa vai ser emitido. É completamente primitivo.

Tudo bem, eu aceito. Nem sempre se tem a noção do que pode acontecer numa transmissão em directo, por exemplo. Mesmo assim! Não há qualquer desculpa.

Fazendo o correcto uso dos meios que temos hoje à nossa disposição, torna-se possível avisar o telespectador, através do teletexto ou da internet, de todas e quaisquer alterações programáticas. E atenção, tudo isso é possível de ser feito automaticamente e em tempo real. Porque não o fazem? Suponho que não existe interesse em não frustrar o telespectador. Sendo assim, sempre se consegue “obrigar” o telespectador a “gramar” uma quantidade exorbitante de publicidade ou até a perder a sua série favorita.

É extremamente primário o não cumprimento dos alinhamentos. Trata-se de uma questão de respeito, profissionalismo e de qualidade das emissões.


Foi enviada uma sugestão ao provedor do telespectador da RTP1 sobre este assunto. Veremos de que servirá.

Saturday, October 14, 2006

Segurança Social: que modelo escolher?

Encontra-se em discussão um assunto que nos diz respeito a todos: a reforma da Segurança Social. Mas afinal o que se discute? Basicamente, o que está em discussão é o modelo a escolher para reformar a Segurança Social.

O modelo existente da Segurança Social tem como base de funcionamento o seguinte: as pensões são pagas com as contribuições dos que trabalham. Qual o problema deste modelo? Aparentemente nenhum, a não ser o “pequeno” facto de existirem mais pensionistas do que trabalhadores a descontar para o sistema.
A Segurança Social, tal como a conhecemos hoje, está completamente falida. O seu modelo de funcionamento foi elaborado à luz de uma sociedade que entretanto mudou e evoluiu. A sociedade que serviu de base para a construção do modelo de funcionamento da Segurança Social deixou, simplesmente, de existir.

Como a sociedade mudou, surge a necessidade de alterar, também, o modelo segundo o qual se rege a Segurança Social. Os modelos que estão em discussão são os seguintes: Sistema de Segurança Social Público; Sistema de Segurança Social Misto; Sistema de Segurança Social Privado.

Em relação à primeira opção, já todos sabemos como funciona. É lógico que o que se quer fazer é introduzir alguns factores de alteração que possibilitem a sustentabilidade do sistema a longo prazo. Contudo, o sistema permanece basicamente o mesmo, avizinhando-se, por isso, o mesmo problema do sistema actual: a falência.

A segunda opção é a que me parece mais justa. Justa para a sociedade, pois continuamos a descontar para um sistema que trás benefícios a toda a sociedade. Justa para o indivíduo, pois permite a liberdade de escolha em relação a uma parte considerável do seu dinheiro.

A terceira opção é o fim da Segurança Social tal como a conhecemos. Este modelo aposta num sistema de capitalização (como um PPR) para o qual cada indivíduo desconta o que quiser para a sua própria reforma.


Que modelo escolher? Sinceramente o sistema que eu escolheria seria o Sistema de Segurança Social Misto. O problema é que esta escolha, por se tratar de uma mudança considerável, acarreta custos que são extremamente difíceis de calcular. A juntar a isso, como se sabe, não estamos propriamente à vontade com custos, devido ao facto de o défice ainda andar bem por perto.

Veremos que sistema nos espera. Mais tarde veremos o impacto que isso terá nas nossas reformas, se é que as vamos ter…

Tuesday, September 26, 2006

photo by nmc

um novo blog dedicado inteiramente a fotografia

photo-nmc.blogspot.com

Thursday, September 21, 2006

à espera do fim

Os dias sucedem-se, sem que se perceba onde começam e onde acabam. A barreira imposta pela luz ajuda a separá-los; mas não chega, parecem os mesmos. A vida parou num dia que é sempre igual. Este dia arrasta-se no tempo. Este dia tem anos.

Depois de muitos anos a somar experiências e a acumular saber, tudo culmina num vazio de aplicação social. O conhecimento é desperdiçado. O vazio instala-se. A solidão toma conta do corpo e da mente.

Em Portugal, existem cada vez mais idosos, sendo, por isso, importante pensar em estratégias sociais que suavizem esta pressão demográfica. Conhecer de perto as vidas de muitos idosos, deixa-nos uma sensação amarga. Sensação amarga que aumenta à medida que o tempo passa, pois chegará, também, a nossa vez.

A idade avançada é inevitável, pois vivemos cada vez mais anos. Torna-se importante, por essa razão, arranjar enquadramentos sociais estimulantes de modo a que uma pessoa não se sinta um “excluído” da sociedade. Todos contamos e todos participamos na construção do amanhã.

É triste ver os "construtores" do passado e do presente entregues ao esquecimento.

Monday, September 11, 2006

Auxiliares de Memória

Segundo tenho verificado, podemos classificar os utilizadores de “auxiliares de memória” em dois grupos: os que as utilizam para conseguirem ultrapassar a disciplina (“os aflitos”) e os que as utilizam para maximizar a sua nota (“os sujos”).

Como é lógico, as duas utilizações, apesar de possuírem objectivos distintos, são fraudulentas. Ambas distorcem a verdadeira distribuição das notas e ambas são um atentado à veracidade dos resultados académicos. No entanto, a malta mais irritante, como não poderia deixar de ser, são “os sujos”.

O problema é que esta malta não está sozinha na trama. Eles sobrevivem com a preciosa ajuda de alguns professores, isto é, grandes profissionais do ensino que simplesmente fazem “vista grossa” para não se incomodarem. Realmente deve ser interessantíssimo passar um semestre inteiro a debitar matéria e depois não providenciar a realização de um exame justo. É uma actividade com um interesse que me escapa.


Juntando as estatísticas de utilização de “cábulas” às médias de finalização dos cursos superiores (e não só), chegamos a uma interessante conclusão sobre o tipo de conhecimento que se obtém nas faculdades (e nas escolas). Basta consultar as recentes notícias e verificar a relação entre “cábulas” e corrupção. Mais do que o comportamento é a atitude subjacente ao mesmo que preocupa. É a excelência do “Chico espertismo” em todo o seu esplendor.



Em Portugal 62,4% dos alunos universitários admitem copiar nos exames às vezes ou quase sempre.
Os países onde os alunos universitários mais admitem copiar em exames são ao mesmo tempo aqueles que apresentem um incide de corrupção mais elevado, revela um estudo da Universidade do Porto, avançado pelo Diário de Notícias este domingo. A pesquisa da Faculdade de Economia daquele estabelecimento de ensino superior, avaliou 21 países de quatro continentes e indica uma «forte relação» entre a corrupção no mundo real dos negócios e a que existe na vida académica.

Fonte:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=61&id_news=232593
27 de Junho de 2006 às 14:42;

Sunday, September 03, 2006

Menino Zézinho

O menino Zézinho cresceu como qualquer outro menino. Apenas uma excepção houve: o menino Zézinho não sabe dar valor ao dinheiro. Não sabendo dar valor ao dinheiro, muito menos sabe o que é poupar dinheiro.

A verdade é que, sempre que o menino Zézinho precisava de dinheiro lá lhe aparecia uma avó, tia, ou qualquer outro familiar, com a conversa de sempre: “Coitadinho!! Toma lá uns euros”. Sem se aperceberem do mal que cometiam, o menino Zézinho foi crescendo com a convicção de que para se obter dinheiro bastaria esperar que o tempo passasse. “Há-de aparecer alguém que me ajude”, pensava ele.

O grande problema desta pequena história é que a dependência de subsídios não é exclusiva do menino Zézinho. Este é, também, um grave problema da nossa sociedade. O que não nos falta por aí são meninos Zézinho à espera do seu subsídio e à espera que a resolução dos problemas venha de cima.

“Eles que resolvam que eu não tenho nada a ver com isso. A culpa é do governo”, lá diz o menino Zézinho.

Tuesday, July 11, 2006

Para recordar: Mundial 2006

AS EQUIPAS EM COMPETIÇÃO Alemanha, Angola, Argentina, Arábia Saudita, Austrália, Brasil, Coreia do Sul, Costa Rica, Costa do Marfim, Croácia, Estados Unidos da América, Equador, Espanha, França, Gana, Holanda, Inglaterra, Irão, Itália, Japão, México, Paraguai, Polónia, Portugal, República Checa, Suécia, Suiça, Sérvia e Montenegro, Togo, Trinidade e Tobago, Tunísia e Ucrânia.


OS JOGADORES PORTUGUESES (Guarda-Redes) Ricardo, Quim, Paulo Santos; (Defesas) Paulo Ferreira, Caneira, Ricardo Costa, Fernando Meira, Miguel, Nuno Valente, Ricardo Carvalho; (Médios) Costinha, Petit, Hugo Viana, Maniche, Tiago, Deco; (Avançados) Luís Figo, Pauleta, Simão Sabrosa, Boa Morte, Cristiano Ronaldo, Nuno Gomes e Hélder Postiga.

O SELECCIONADOR Luiz Filipe Scolari.

OS RESULTADOS DE PORTUGAL (Fase de Grupos) Angola 0-1 Portugal, Portugal 2-0 Irão, Portugal 2-1 México; (Oitavos de Final) Portugal 1-0 Holanda; (Quartos de Final) Inglaterra 0(1)-0(3) Portugal (após grandes penalidades); (Meia Final) Portugal 0-1 França; (Jogo de apuramento do 3º lugar) Alemanha 3-1 Portugal.


OS RESULTADOS DO MUNDIAL (Campeão) Itália; (Vice-Campeão) França; (Terceiro Lugar) Alemanha; (Quarto Lugar) Portugal.


VONTADE DE VENCER Mais importante do que o excelente resultado obtido pela nossa Selecção, foi a vontade de vencer demonstrada em campo por todos os jogadores. Viveram-se momentos únicos que perdurarão para sempre na história do futebol português.

Jamais será esquecido o desempenho e a entrega deste grupo.